Ginecologia, Obstetrícia

Desde 1986 ao serviço da sua família

A ginecologia é a pratica da medicina que lida diretamente com a saúde do aparelho reprodutor feminino (vagina, útero ovários) e mamas. Seu significado literal é “a ciência da mulher”. É paralela a andrologia que lida especificamente com questões ligadas ao aparelho reprodutor masculino. Quase todos ginecologistas atuais são também obstetras.

Dias de consulta

2ª Feira

Médico

Especialista Certificado em Ecografia Obstétrica, pela Fetal Medicine Foundation, London

Cédula Profissional nº 92224

(https://fetalmedicine.org/)

Relatório entregue de imediato à grávida!

Praticamente todas as grávidas da atualidade, as suas mães não fizeram qualquer ecografia enquanto grávidas! Muitas porque ainda não havia, outras porque o acesso era muito restrito e outras porque a informação obtida desses primeiros exames, ainda rudimentares, era muito limitada.

Portugal tem hoje um dos melhores resultados Obstétricos e Perinatais do Mundo, apenas igualados pela Suécia e Noruega. Estes devem-se em grande parte ao fácil acesso à ecografia Obstétrica da mais alta qualidade.

A ecografia, por não utilizar radiação ionizante, como na radiografia e na tomografia computadorizada (TAC), é um método inócuo e ideal para avaliar crianças, grávidas e mulheres em idade fértil, por tempo ilimitado. Ao utilizar ultrassons permite a máxima segurança para embrião e feto, bem como para a grávida. Assim está provado que o uso frequente, até mesmo diário, e exames demorados são absolutamente inócuos para a grávida e para o embrião/feto.

O principal objetivo da ecografia obstétrica é de excluir múltiplas doenças e síndromes fetais, ou, por outras palavras, suspeitar e/ou diagnosticar anomalias da gravidez, deficiências e doenças. Naturalmente a ecografia deteta apenas doenças/síndromes que se manifestem nas imagens obtidas. Assim muitas doenças não é possível identificá-las pela ecografia e mesmo as doenças que frequentemente se detetam, por vezes, em raros casos, têm ecografias normais.

A facilidade de acesso a exames ecográficos, quando realizados com qualidade e bem interpretados, tem grande vantagem na vigilância de qualquer gravidez.

Ou diagnóstico de malformação grave ou suspeita de síndrome grave, confirmado por cariótipo, possibilita interromper a gravidez, de forma legal e por indicação médica, sempre que o casal o desejar, ou programar e preparar o parto para eventuais dificuldades do recém-nascido nos primeiros momentos de vida.

Por rotina, consideram-se obrigatórias 3 ecografias durante a gravidez, especificamente entre as 11 e as 13 semanas finais, entre as 20 e 22 semanas, e entre as 30 e 32 semanas, cada uma com objetivos bem definidos. A primeira, além de uma avaliação geral, procura identificar marcadores ecográficos de cromossomopatias (por exemplo: trissomia 21, 13 ou 18). A segunda tem como objetivo principal verificar a morfologia de todos os órgãos e sistemas do organismo, passíveis de visão ecográfica. A última é sobretudo para avaliar co crescimento fetal.

Além destas poderão ser realizadas ecografias em número ilimitado e com vantagens claras.

Uma ecografia precoce pode identificar uma gravidez ectópica (fora do útero), possível causa de graves complicações ou mesmo de morte materna. Ou uma gravidez não evolutiva/abortamento.

Entre as 6-9 semanas para avaliar local de implantação correto, vitalidade do embrião, datar com precisão o tempo de gravidez, diagnosticar e caracterizar gravidezes gemelares, avaliação de útero e ovários, etc.

Às 16-18 semanas já é possível identificar algumas malformações morfológica e identificar o sexo.

Depois das 24 semanas e até ao parto, permite acompanhar o crescimento de feto e avaliar o seu bom estado de saúde. Nesta fase poder-se-á avaliar também o risco de parto antes do tempo.

Naturalmente, se existir alguma especificidade (por exemplo uma gravidez de gémeos) ou uma anormalidade durante a gravidez (por exemplo baixo crescimento do feto), poder-se-á justificar uma periocidade mais frequente. Esta poderá ser semanal ou mesmo diária em casos mais extremos.

 

Subáreas

Em Portugal, é comum “só” se encontrarem designações de “Ginecologista”! Designação que muito dificulta a procura de cuidados médicos que não seja directamente da área da Ginecologia. Quase todos os Especialistas em Ginecologia actuais são também Especialistas em Obstetrícia, Mastologia, Uroginecologia, Esterilidade e Infertilidade.

Ginecologia

A Ginecologia literalmente significa “a ciência da mulher”, mas na medicina é a Especialidade que se dedica à prevenção, planeamento familiar, diagnóstico e tratamento de doenças do sistema reprodutor feminino (genitais externos, vagina, útero, ovários e glândulas mamárias). Aqui são esclarecidas as dúvidas do sistema reprodutor e actividade sexual, os métodos contraceptivos e planeamento familiar, forma de prevenir das doenças sexualmente transmissíveis, profilaxia e tratamento das doenças orgânicas e funcionais do aparelho genital feminino, rastreio e tratamento do cancro genital e mamário.

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Obstetrícia

A Obstetrícia vem da palavra latina “obstetrix”, que é derivada do verbo “obstare” (ficar ao lado). Para alguns, seria relativo à “assistindo à parturiente” ou “que presta auxílio”. Ocupa-se da gravidez! É a área Médica Especializada no embrião e no feto, além de prestar assistência à mulher na gravidez, parto e pós-parto (puerpério). A gravidez deverá ser sempre planeada e preparada com uma consulta pré-concepcional. O Obstetra supervisiona a gravidez, nos seus aspectos fisiológicos e patológicos, avalia clinicamente, solicita ecografias e análises adequadas e nas alturas ideais. O casal terá a oportunidade de esclarecer todas as dúvidas da gravidez, do parto e do pós-parto.

Uroginecologia

Uroginecologia procura dar resposta às situações de prolapso uro-genital (meato urinário, vagina e útero) e incontinência urinária feminina. Nesta consulta procuramos avaliar o impacto da situação clínica na qualidade de vida da doente e são realizados o exame físico e testes urológicos que permitem caracterizar melhor o tipo e grau de incontinência urinária feminina. Nas situações de prolapso uterino sintomático, que dificulte a realização das actividades do dia-a-dia pode optar-se por tratamento conservador ou cirúrgico. Nos casos de incontinência urinária, é importante avaliar se estamos perante uma incontinência urinária de esforço ou incontinência urinária de urgência. Em alguns casos existem os dois tipos de incontinência urinária, sendo o seu tratamento mais complexo.

Mastologia

Mastologia é a vertente da Especialidade que se dedica a problemas das glândulas mamárias, na mulher e no homem. Partindo da prevenção de doença, para o diagnóstico precoce e tratamento das múltiplas patologias. Esta especialidade abrange o diagnóstico e tratamento clínico e cirúrgico das doenças benignas e malignas que atingem as mamas. As queixas clínicas principais referem-se em geral à dor mamária, à presença de nódulos (sólidos ou quísticos), aos distúrbios do desenvolvimento mamário, à saída de secreções pelos mamilos, às infecções, etc.

Infertilidade/Esterilidade

Define-se como Infertilidade/Esterilidade a “incapacidade de um casal conceber ou levar a bom termo uma gravidez, depois de pelo menos um ano de relacionamento sexual regular sem qualquer protecção”. Também se considera infértil o casal que apresenta abortamentos de repetição (≥3, consecutivos). A prevalência da infertilidade conjugal é de 15-20% na população Portuguesa em idade reprodutiva. A taxa de infertilidade masculina é similar à taxa de infertilidade feminina. Em muitos casos coexiste infertilidade nos dois membros do casal. A infertilidade tem aumentado nos países industrializados devido ao adiamento da idade de concepção (principalmente feminina), à existência de múltiplos parceiros sexuais, aos hábitos sedentários e de consumo excessivo de gorduras, tabaco, álcool e drogas, bem como químicos utilizados nos produtos alimentares e libertados na atmosfera. O tratamento da infertilidade é uma história de sucesso. Até há 25 anos só uma pequena proporção de casais recebia tratamento realmente eficaz. Há que ter sempre presente que a melhor ajuda para o casal que não conseguiu ainda procriar reside no diagnóstico correcto da causa da infertilidade e na escolha da alternativa terapêutica mais adequada. Por vezes os estudos diagnósticos mais simples e rápidos são suficientes para obter um filho. Em situações mais complexas, o casal será orientado para um centro de técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA).